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Balanço patrimonial

Balanço patrimonial

Por Artigo de Wallace Castro. Postado em 11/01/2018. Última atualização em 11/01/2018.

Tempo estimado de leitura: 12 minutos.

Muitos gestores, principalmente das pequenas e médias empresas, ainda vislumbram o balanço patrimonial como uma mera obrigação fiscal.

Na visão desses gestores, a tarefa a ser realizada é preencher o livro diário, que é o registro contábil diário das operações financeiras realizadas pela empresa, guardar a documentação referente a essas operações, como notas fiscais e duplicatas, e ao final do mês encaminhar esse pacote ao contador.

O contador pode, mensalmente, fazer um balancete para acompanhar a evolução financeira da empresa.

Ao final de um ano, período chamado de “exercício”, o contador produz o balanço patrimonial, que passa a ser um documento da empresa com finalidade fiscal, a ser apresentado quando da visita de auditores da Receita Federal.

Nessa visão, o balanço patrimonial serve apenas para comprovar que a empresa está seguindo as regras contábeis.

É uma responsabilidade da qual está incumbido no contador, que pode ser contratado pela empresa, no caso de grandes organizações, ou terceirizado.

Nesse caso, o que temos é o meio tomado como finalidade. Ou seja, cumpre-se a regra para se estar tranquilo quanto ao cumprimento da regra.

A verdade, entretanto, é que o balanço patrimonial tem uma finalidade importante dentro da gestão empresarial, inclusive na análise estratégica do negócio.

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O que é balanço patrimonial?

O balanço patrimonial é um demonstrativo financeiro publicado anualmente pela empresa.

Algumas, dependendo do tipo de negócio, publicam balanços semestrais.

O comum, porém, é que as empresas apresentem seus balanços no início do exercício posterior ao do demonstrativo.

O balanço patrimonial retrata a situação financeira da empresa em médio e longo prazo.

Entenda-se por médio prazo os chamados “ativo e passivo circulantes” e por longo prazo o “ativo e passivo não circulante”.

O primeiro retrata a situação financeira para o próximo exercício.

O segundo retrata a situação financeira por prazo indeterminado.

Estrutura do balanço patrimonial

Compõem o balanço patrimonial três elementos:

Bens

É o ativo imobilizado, composto por instalações, veículos, equipamentos e outras propriedades.

Direitos

Os direitos são aqueles que ajudam a indicar a liquidez da empresa em médio e em longo prazo.

São as duplicatas e contas a receber, o dinheiro disponível em caixa e nas contas bancárias da empresa, aplicações financeiras e tudo que a empresa pode transformar em dinheiro na data do recebimento.

Obrigações

Se os bens e direitos ficam do lado do ativo, que representa os valores financeiros da empresa, as obrigações ficam do lado oposto, o direito, no lado passivo.

As obrigações são duplicatas a pagar, obrigações com os sócios e acionistas, empréstimos e tudo que implica em desembolso futuro da empresa.

Patrimônio líquido

O patrimônio líquido é o indicador da saúde do investimento feito na empresa.

Representa os direitos que os sócios possuem perante a empresa.

Basicamente, se o ativo é maior que o passivo, o patrimônio líquido é positivo. Caso contrário, é negativo.

Quando abre uma empresa, você investe um valor. Parte desse valor pode ser integralizado.

Isso quer dizer que é uma reserva de capital.

Esse valor não representa um direito, uma vez que ele não se transformou em ativo da empresa.

Já o valor investido em instalações, mercadorias e tudo que é necessário para a empresa entrar em operação se transforma em ativo.

Para que a empresa seja lucrativa, o patrimônio líquido precisa ser maior que o investimento feito.

Se você investiu R$ 40 mil e ao final de um ano a empresa acumulou um patrimônio líquido de R$ 45 mil, isso significa que o seu direito perante a empresa aumentou de valor.

Logo, o negócio é lucrativo do ponto de vista do investidor.

Balanço Patrimonial e DRE

Ao final de cada exercício, a empresa apresenta a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).

Essa demonstração financeira, que é publicada junto com o balanço patrimonial, é fundamental para a elaboração desse último.

A DRE mostra se a empresa teve lucro ou prejuízo no período.

Para chegar na demonstração do resultado, a empresa precisa contabilizar todas as suas receitas e despesas ao longo do exercício, incluídos os impostos, as despesas financeiras ( registro de juros bancários, variações cambiais, etc.) e depreciações.

As depreciações são ajustes no valor dos bens da empresa.

Por exemplo, móveis de escritório perdem valor conforme o tempo de uso.

As depreciações servem para atualizar o valor do patrimônio líquido da empresa.

Esse valor sai da conta de ativo “móveis e utensílios” e entra na conta de despesas depreciação.

O lucro ou prejuízo será debitado ou creditado no patrimônio líquido. Por exemplo:

A empresa tinha um patrimônio líquido de R$ 70 mil.

Ao final do exercício, a empresa obteve lucro de R$ 7 mil.

Sendo assim, o patrimônio líquido aumentou para R$ 77 mil.

Papel do contador

Talvez não seja tão difícil explicar o que é um balanço patrimonial, para que serve e qual dinâmica para a sua elaboração.

Fazer contabilidade, todavia, é tarefa para um especialista.

A possibilidade de você fazer a contabilidade da sua empresa corretamente é remotíssima, pois se trata de uma técnica extremamente complexa.

Se você dominar essa técnica, o tempo despendido com a tarefa inviabilizaria seus esforços.

Sempre contrate um contador.

Análise do balanço patrimonial

Como parece ter ficado claro, a principal função do balanço patrimonial é mostrar a variação do patrimônio líquido da sua empresa e indicar se os seus direitos, como investidor, perante a empresa aumentaram ou diminuíram e se cobrem o seu investimento.

Só que essa variável não pode ser avaliada de forma isolada.

Há outros fatores, que não entram no balanço patrimonial, que precisam ser levados em conta, como previsão de vendas, receitas e lucros.

Só para clarear essa situação, quando você acaba endividando a empresa para comprar equipamentos, criar ou produzir um novo produto, isso gera uma expectativa de receitas futuras.

Só que isso não entra no balanço patrimonial, que se baseia em direitos e obrigações apenas, sendo um relatório meramente financeiro, enquanto a previsão de receitas é um dado econômico.

Há uma série de outras variáveis que podem ser analisadas a partir do balanço patrimonial.

Vejamos algumas:

Índice de liquidez

Responsável em mostrar a capacidade da empresa de saldar suas obrigações em curto, médio e longo prazo, envolvendo a capacidade de gerar caixa frente às mesmas.

Índice de endividamento

Mede qual o percentual da empresa financiado por recursos de terceiros.

Índice de imobilização

Mede se os investimentos em bens estão gerando contrapartidas, como aumento do faturamento, remunerando o capital investido.

A análise do balanço patrimonial deve servir, inclusive, para respaldar decisões estratégicas, que envolvem as várias áreas da empresa.

Deve ser utilizado como parte dos indicadores a respaldar aquisições, vendas de ativos, renegociações de dívidas, entre outros.

Bancos e investidores também se baseiam em balanços patrimoniais da empresa para decidir ou não pela concessão de crédito ou investimento em ações da mesma.

Balanço e tecnologia

Para gerar demonstrativos financeiros de uma forma mais prática e eficaz, use softwares de gestão com módulos financeiros e contábeis.

Assim você fará os lançamentos das movimentações financeiras e o sistema gerará relatórios que facilitarão muito o trabalho do contador, o que reduz seu custo com os serviços do mesmo.

Nos sistemas de franquias, a empresa franqueadora já entrega a estrutura ao franqueado com o sistema de gestão. Essa é apenas uma das muitas vantagens de fazer uma franquia.

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Aficionado por empreendedorismo, graduado em Tecnologia, Marketing e Economia, já geriu áreas comerciais de diversas empresas de tecnologia, participa como voluntário do ITFB e ICM, atualmente é o Diretor Comercial e Marketing da rede de Franquias Liguesite.

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