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Demonstração do Resultado do Exercício: entenda mais sobre o tema
DRE Demonstração do Resultado do Exercício

Por Artigo de Wallace Castro. Postado em 24/10/2017. Última atualização em 24/10/2017.

Tempo estimado de leitura: 22 minutos.

Quem tem ou sonha em ter seu próprio negócio precisa estar atento às obrigações contábeis.

Uma das principais é a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), um relatório que apresenta os resultados obtidos em 1 ano e especifica se houve lucro ou prejuízo.

A ideia desse documento é trazer todas as informações de que você necessita para gerenciar o seu negócio, como receitas, despesas, geração de caixa, pagamentos, entre outros.

Assim, além de ser um compromisso fiscal, ele é o espelho da sua empresa, ou seja, para onde você olha para tomar decisões importantes.

Para explicar melhor esse assunto, neste post vamos:

  • conceituar a Demonstração do Resultado do Exercício;
  • explicar para que serve;
  • definir sua importância;
  • apresentar a estrutura desse documento.

A partir desse conhecimento, você terá mais condições de entender a importância do demonstrativo de resultados e saberá aplicá-lo no seu negócio.

É o que você quer?

Então acompanhe o post que preparamos!

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O que é DRE?

A instituição dessa obrigação contábil foi feita pela Lei 6.404 de 1976 com o objetivo de que as empresas apresentassem um resumo das operações realizadas em 1 ano e cujo resultado indicasse se houve lucro ou prejuízo.

Devido a suas características, esse relatório também se tornou importante para a gestão empresarial. Atualmente, o demonstrativo serve para a prestação de contas empresariais ao governo, a investidores e bancos dos quais se deseja obter financiamento.

Sua finalidade é apresentar o resultado líquido por meio do confronto entre despesas, receitas e custos.

A apuração é feita pelo regime de competência, que prevê a contabilização do fato gerador no momento em que ele ocorre.

Assim, uma venda a prazo é calculada assim que é vendida, não quando o dinheiro é efetivamente recebido, por exemplo.

No final, o documento considera os resultados operacionais e não operacionais da empresa.

A análise desse demonstrativo possibilita obter diversas interpretações a respeito de indicadores relevantes, como:

  • lucratividade;
  • EBITDA (ou seja, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização);
  • ponto de equilíbrio;
  • margem de contribuição.

Devido às obrigações legais, a Demonstração do Resultado do Exercício corresponde ao ciclo anual, que vai de janeiro a dezembro.

No entanto, como instrumento de gestão, é possível utilizar uma versão simplificada mensal, com objetivos administrativos, ou trimestral, com a finalidade de controlar os gastos fiscais.

Nesse momento, você precisa saber que o demonstrativo de resultados inclui todas as contas do Balanço Patrimonial (BP).

Esse relatório foca o valor dos ativos e passivos que o negócio possuía em determinada data.

Já o documento de que estamos tratando neste post indica o que acontece com a empresa no período, ou seja, onde perdeu, ganhou e gastou.

Para que serve a DRE?

A primeira resposta para essa pergunta é clara: cumprir as determinações legais.

Mas precisamos ir além, porque essa explicação é muito sucinta e corresponde apenas parcialmente à realidade.

A DRE pode ser comparada a um check-up que fazemos todos os anos quando vamos ao médico.

Em outras palavras, ela apresenta um resumo eficiente de como está a saúde financeira empresarial.

Por isso, serve para diferentes objetivos, especialmente como base de análise para:

  • investidores que desejam adquirir ou aplicar uma quantia significativa de recursos;
  • bancos que costumam financiar ou emprestar valores altos para a expansão do negócio;
  • governo e órgãos fiscalizadores;
  • gestores que precisam analisar e apresentar o relatório à direção.

Essa também é uma forma de o empreendedor estar preparado para qualquer obstáculo ou adversidade que surja pelo caminho.

Afinal, a DRE comprova a eficiência organizacional, e seus dados servem como base para as tomadas de decisão.

Outra situação permitida pela Demonstração do Resultado de Exercício é uma avaliação clara de como a empresa está em seu segmento de atuação.

É por isso que você não deve repassar esse controle ao contador e deixar de lado a sua avaliação como empreendedor.

Sua tarefa será a de nutrir e analisar a DRE para que sua gestão melhore e sejam identificados pontos em que são necessários ajustes.

A partir dessa atividade e da interpretação dos números, você conseguirá fazer uma provisão mais adequada dos recursos, ter uma visão realista sobre as decisões que devem ser tomadas e saberá se existe viabilidade econômica para alguns investimentos.

Por fim, há uma funcionalidade fiscal, já que a elaboração desse documento exige a inserção de todos os impostos.

Assim, você sabe exatamente quanto pagou e verifica se é preciso rever o seu enquadramento tributário para obter mais benefícios nesse âmbito.

Qual a importância da DRE para a sua empresa?

A elaboração desse documento apresenta 5 principais vantagens:

  • direciona a tomada de decisão baseando-se no cenário financeiro da empresa;
  • permite corrigir as falhas e realocar a gestão e as estratégias para o alcance de melhores resultados;
  • simplifica o trabalho do governo, de bancos e potenciais investidores, que conseguem analisar a situação financeira da empresa nos 12 meses mais recentes;
  • chama a atenção de possíveis investidores por conta da apresentação dos resultados alcançados;
  • facilita a avaliação da eficácia da gestão, inclusive com a relação de lucros e prejuízos.

Na prática, você consegue ter uma visão financeira clara da saúde da empresa e ainda pode extrair informações relevantes para a gestão, como:

  • a composição dos custos relativos a produtos e serviços;
  • o montante das despesas gerais da empresa;
  • a receita total de vendas;
  • o lucro obtido durante o exercício fiscal;
  • os impostos incidentes sobre os produtos comercializados;
  • o nível de endividamento em que o negócio se encontra;
  • as estratégias que serão adotadas para sair do vermelho, caso necessário.

Desse modo, os dados obtidos nesse relatório devem extrapolar as finalidades fiscais e legais, visando também a gestão estratégica do negócio.

É por meio dos preceitos da governança corporativa que o demonstrativo de resultados se transformou em um instrumento útil para a gestão empresarial no sentido de traçar metas e pautar decisões.

Os resultados apresentados na Demonstração do Resultado do Exercício também permitem avaliar criticamente a eficiência das ações executadas e determinar, por meio do planejamento estratégico, as atividades a serem realizadas no exercício seguinte.

Com isso, é possível otimizá-las.

Por fim, proporciona a oportunidade de delinear cenários alternativos, com o objetivo de assegurar economia financeira e fiscal no futuro.

A relevância para as franquias

Esse documento também é altamente importante para as unidades franqueadas, porque a gestão financeira é a base para o sucesso de qualquer empreendimento.

Com o DRE, você consegue identificar e enfrentar desafios, além de encontrar novas oportunidades.

Assim, tem uma visão mais adequada do funcionamento de sua unidade e pode detectar gargalos que atravancam a conquista de melhores resultados.

Mas o que o DRE efetivamente faz pela franquia?

O primeiro ponto é o conhecimento de custos e receitas envolvidos nas operações.

Porém, a atualização constante dos dados permite identificar itens que precisam ser corrigidos e ajustados, o que facilita a solução dos problemas sem que eles impactem significativamente o negócio.

Por exemplo: é possível saber se as despesas aumentam mais rapidamente que as receitas, se há algum descasamento de caixa (caso de contas pagas no dia 10, mas com recebimento no dia 20), entre outras situações.

No caso das unidades franqueadas, o ideal é usar o modelo especificado pela franqueadora, porque ele reflete o contexto geral de todos os franqueados.

Com isso, há mais agilidade na análise feita por parte da marca. O relatório padronizado também permite comparar o desempenho com outras unidades, o que facilita a execução de aprimoramentos e a identificação de oportunidades.

No entanto, para estruturar o demonstrativo contábil, é preciso ter um rígido controle de:

  • faturamento bruto;
  • taxas e impostos oriundos das vendas;
  • custos variáveis envolvidos na operação;
  • custos fixos.

Com esses dados, se consegue fazer uma análise mais adequada da sua unidade, integrar as informações e cruzá-las sempre que necessário.

Ainda é possível fazer uma avaliação individual de cada item e chegar a uma análise global, que ajuda a compreender, por exemplo, quanto do faturamento bruto está comprometido com as despesas, sejam elas fixas ou variáveis.

Estrutura DRE: veja como funciona

Esse relatório deve detalhar receitas, rendimentos, despesas, custos, encargos e perdas.

Feita a coleta desses dados, é preciso inseri-los em uma tabela, porque o demonstrativo de resultados prevê uma sequência ordenada de cálculos.

Os dados são obtidos a partir de uma planilha de fluxo de caixa diário, que abrange entradas e saídas.

Na primeira parte, são inseridas a previsão de recebimento com as vendas, contas a receber menos as comercializações feitas e outros valores embolsados.

Esses itens indicarão o total de entradas do seu negócio.

Em seguida, especificam-se as saídas.

Nesse caso, são todas as contas pagas, folha de pagamento, pró-labore, provisionamentos, despesas e manutenções.

No término, o fluxo de caixa apresentará o saldo anterior e o acumulado e o valor de empréstimos, se existir.

O resultado é o saldo final.

A partir desses dados, consegue-se completar a Demonstração do Resultado do Exercício.

A estrutura desse documento segue o modelo abaixo: Receita bruta – deduções = receita líquida – custo da mercadoria vendida = lucro bruto – despesas com vendas – despesas administrativas – despesas financeiras = resultado operacional líquido – despesas extraoperacionais = resultado antes de Imposto de Renda e contribuição social – provisões de Imposto de Renda e contribuição social = resultado líquido Fica evidente que o demonstrativo de resultados apresenta os valores da receita bruta de vendas e serviços, as deduções, os impostos sobre as vendas e outros abatimentos.

Esse cálculo resulta na receita líquida.

Disso, devem ser diminuídos os custos dos produtos comercializados e serviços prestados.

No final, temos o resultado operacional bruto.

Dessa quantia são subtraídas as despesas incidentes no período e acrescentadas outras receitas, o que leva ao resultado operacional líquido, antes de os impostos incidirem.

Com a subtração dos tributos se atinge o resultado líquido antes da participação nos lucros, cujo cálculo é feito sobre o resultado líquido menos o prejuízo dos exercícios anteriores.

Perceba que esse modelo pode mudar um pouco conforme a empresa e suas características, como porte, atividade etc.

Desse modo, podem ser acrescentadas ou excluídas linhas dessa estrutura.

Além disso, deve-se considerar alguns pontos para evitar erros durante o processo:

  • separe gastos pessoais daqueles que são da empresa;
  • elabore o seu demonstrativo de resultados adaptando o modelo da franqueadora. O recomendado é que você entenda cada um dos itens inseridos e consiga analisá-los posteriormente;
  • solicite ajuda da franqueadora sempre que necessário, porque o suporte está incluso no processo de franchising.

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Analise de DRE: veja como fazer

A simples elaboração desse documento contábil não traz benefícios para a organização.

É necessário saber interpretar os dados para chegar aos indicadores, identificar oportunidades e detectar necessidades de ajustes.

Existem duas formas de fazer a análise do demonstrativo de resultados:

Analise Horizontal DRE

Esse viés está embasado na comparação dos resultados de um mesmo indicador em referência a períodos anteriores.

Isso significa que os valores confrontados são avulsos.

O resultado assinala a evolução da empresa.

Por exemplo: se for analisar o faturamento de modo horizontal, monte uma tabela com os valores de cada período.

O primeiro número é a base e aponta à possível evolução do negócio ao longo dos anos.

Por exemplo: em um ano, a empresa faturou R$ 50 mil e, no período seguinte, chegou a R$ 60 mil.

Por esses dados, percebe-se que houve um crescimento de 20% nesse quesito.

É importante destacar que a análise horizontal pode ser utilizada para uma avaliação do fluxo de caixa.

Nesse caso, você percebe a evolução das contas a pagar e a receber em um período diário, semanal ou mensal.

Dessa maneira, é possível antecipar tendências e aprimorar o planejamento.

Análise vertical

Esse nome é proveniente do fato de que os resultados possuem um efeito em cascata, ou seja, de cima para baixo ou vice-versa.

A avaliação também pode ser usada para identificar o percentual de participação de um indicador específico nos resultados da empresa.

A análise vertical é o padrão da Demonstração do Resultados do Exercício, em que um resultado tem valores subtraídos para chegar a outro.

Por isso, essa avaliação é indicada para a comparação por linha.

Dessa forma, ela deve ser usada de maneira complementar à avaliação horizontal.

Quando o resultado for positivo, significa que você teve lucro.

Quando for negativo, prejuízo.

Qual análise é mais importante?

Observe que é importante fazer as duas análises, porque elas permitem que o franqueado identifique se houve aumento ou redução das vendas e verifique com custo e despesa.

Outra possibilidade é analisar o impacto que cada conta de despesa ou custo teve em relação ao resultado do que foi comercializado.

Assim, o demonstrativo de resultados é uma ferramenta importante de gestão, que deve ser obrigatoriamente realizada uma vez por ano.

Porém, torna-se importante elaborá-la resumidamente mais algumas vezes no ano para fazer uma análise precisa dos dados.

Essa é uma boa maneira de você, como franqueado, verificar se o que foi planejado está sendo alcançado e avaliar o nível de vendas.

Dessa forma, consegue realizar ajustes, melhorar os resultados e até evitar prejuízos maiores ao negócio.

E agora, você compreendeu a importância da DRE? Tenha acesso a outras dicas relevantes para a sua franquia assinando a nossa newsletter! Para empreender é preciso buscar informações, e aprender o tempo todo.

É por isso que investir em uma franquia é a opção ideal.

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Aficionado por empreendedorismo, graduado em Tecnologia, Marketing e Economia, já geriu áreas comerciais de diversas empresas de tecnologia, participa como voluntário do ITFB e ICM, atualmente é o Diretor Comercial e Marketing da rede de Franquias Liguesite.

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